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Histórico - Diretoria Geral

Publicado: Quarta, 28 de Junho de 2017, 15h34 | Última atualização em Quarta, 28 de Junho de 2017, 15h34

Nos anos de 1949 e 1950, na zona rural de Bambuí, algumas propriedades foram doadas, outras compradas e outras, ainda, desapropriadas, formando-se assim a Fazenda Varginha. Nessa fazenda passou a funcionar o Posto Agropecuário em 1950, ligado ao Ministério da Agricultura, que utilizava o espaço para a multiplicação de sementes, empréstimo de máquinas agrícolas e assistência técnica a produtores de Bambuí e região. Ele era subordinado ao posto da cidade de Pains, que existe até os dias de hoje. Já em 1956, foi criada a “Secção de Fomento Agrícola em Minas Gerais”, que deu início ao Curso de Tratoristas.

Segundo relato de Edna Tôrres, ex-professora e viúva do primeiro diretor Guy Tôrres, a história do campus começou quando o bambuiense Dr. João Eliziário de Magalhães, alto funcionário do Ministério da Agricultura, alertou autoridades e políticos de Bambuí sobre uma grande oportunidade. Tratava-se de uma escola de nível médio, voltada ao ensino profissionalizante de agricultura e pecuária, que poderia ser criada a partir do Centro de Treinamento de Tratoristas da Fazenda Varginha.

Desse alerta do Dr. Magalhães, nascia então a Escola Agrícola de Bambuí, subordinada à Superintendência do Ensino Agrícola e Veterinário e criada pela Lei 3.864/A, em 1961. Pelo Decreto de criação, a Escola deveria utilizar as dependências do Posto Agropecuário e do Centro de Treinamento de Tratoristas, absorvendo suas terras, benfeitorias, máquinas e utensílios.

Em 13 de fevereiro de 1964, a Escola foi transformada em Ginásio Agrícola pelo Decreto nº 53.558 e no dia 20 de agosto do “Ano da Agricultura” – 1968, o Decreto nº 63.923 elevou o Ginásio à posição de Colégio Agrícola de Bambuí, tendo como primeiro diretor o engenheiro agrônomo Guy Tôrres. A primeira aula foi ministrada pelo professor Antônio Chaves.

Os alunos da primeira turma do então Colégio Agrícola de Bambuí foram: Antônio Bicalho de Mendonça, Antônio Enock de Carvalho, Antônio Furtado de Souza, Antônio Mauro Ribeiro Lucindo, Avelino José de Andrade, Carlos Antônio de Matos, Danilo Lázaro Tadeu Bahia, Delceu José Batista, Delmo Garcia Leão, Dezileu Alves Ferreira, Francisco Honório Gonçalves Teixeira, Geraldo Camilo de Souza Filho, Geraldo Eustáquio Cordoval, Geraldo Magela Lacerda, Getúlio Ferreira Pedrosa, Izaias Faria, José Araiz Martins, José Eustáquio dos Santos, José Felipe Sobrinho, José Geraldo da Silva, José Maurílio Leite, Lázaro José Chaves, Luiz Paulo de Carvalho, Magno de Oliveira Souza, Orestes Gomes Nogueira, Osmar Benevenuto da Silva, Paulo Maurício Martins da Silva, Roosevelt Castoril da Silva, Rui Medeiros, Valdir Cardoso Júnior, Vantuil Alves de Oliveira, Wagner Aparecida Martins, Wagner Rezende de Araújo, Wécio Flávio Cruvinel, Welington Paixão Cruvinel, Wilson Marigel, Wilson Vaz da Silva.

Em 04 de setembro de 1979, o Decreto nº 83.935 mudou a denominação de Colégio Agrícola para Escola Agrotécnica Federal de Bambuí – EAFBí, subordinada à Coordenação Nacional do Ensino Agropecuário – COAGRI. A instituição ministrava o Curso Técnico em Agropecuária e o curso supletivo de Técnico em Leite e Derivados e em Agricultura.

Em 1986, foi extinta a COAGRI e criada a Secretaria de Ensino de Segundo Grau – SESG. No ano de 1990, esta foi transformada em Secretaria Nacional de Educação Tecnológica – SENETE; em 1992 passou a ser chamada Secretaria de Educação Média e Tecnológica – SEMTEC e, por último, em 2004, tornou-se a Secretaria de Educação Profissional Tecnológica – SETEC.

A Escola Agrotécnica baseava-se no trinômio Educação – Trabalho – Produção, que foi incorporado à pedagogia de ensino e buscava dignificar o trabalho, estimular a cooperação, desenvolver a crítica, a criatividade e o processo de análise. Seu principal objetivo era preparar o jovem para atuar na sociedade e participar da comunidade, utilizando o Sistema Escola-Fazenda, para que os alunos tivessem no trabalho um elemento essencial para a sua formação. Esse sistema visava à preparação e capacitação do técnico para atuar como agente de serviço e de produção, satisfazendo as necessidades de produtores rurais, atuando na resolução de problemas. Essa metodologia de ensino tinha como objetivo estruturar “uma escola que produz e uma fazenda que educa”, utilizando dois processos que funcionavam integrados: as Unidades Educativas de Produção – UEP e a Cooperativa-Escola. Outra transformação foi o aumento da carga horária do estágio, de 160 horas para 360 horas, de acordo com a Lei 6.494/77.

Em 1993, a EAFBí foi transformada em autarquia federal, com autonomia didática, administrativa e financeira e dotação própria no orçamento da União, o que lhe conferiu maior dinamismo. Em 1997, com a reforma na educação profissional, a EAFBí, que formava apenas técnicos agrícolas com habilitação em Agricultura e Zootecnia, passou a oferecer também cursos nas áreas da Agroindústria e Informática.

No ano de 2001, com o Programa de Expansão da Educação Profissional, a instituição firmou convênio com o Ministério da Educação para construir, equipar, reformar e modernizar instalações e laboratórios, além de qualificar pessoal para oferecer cursos dentro do padrão e da realidade das empresas tecnologicamente evoluídas e empregadoras dos egressos.

A criação de novos cursos, os novos laboratórios, o investimento em infraestrutura, o crescimento da receita como fonte de sua própria manutenção, juntamente com a união de esforços de professores, diretores, alunos e servidores, culminaram num projeto de transformação da então Escola Agrotécnica em Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET, no ano de 2002, com o curso de Tecnologia em Alimentos, o primeiro de nível superior oferecido pela instituição.

Em dezembro de 2008, ampliando ainda mais as possibilidades da educação técnica e tecnológica, foram criados os Institutos Federais. Dessa forma, a tradicional Escola de Bambuí foi elevada à posição de campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Minas Gerais – IFMG. Está instituição foi criada pela Lei nº 11.892, sancionada em 29 de dezembro de 2008, sendo uma autarquia formada pela incorporação da Escola Agrotécnica Federal de São João Evangelista, dos Centros Federais de Educação Tecnológica de Bambuí e de Ouro Preto e suas respectivas Unidades de Ensino Descentralizadas.

Atualmente, o campus Bambuí possui uma área total de 328,76 hectares e cerca de 40 mil metros quadrados de construções, onde são oferecidos cursos profissionalizantes, de Ensino Médio, de graduação (Tecnologia, Bacharelado e Licenciatura) e pós-graduação (Lato Sensu e Stricto Sensu). A instituição possui mais de 2 mil alunos e um corpo docente composto por 143 professores, além de 138 servidores da área administrativa e 82 trabalhadores terceirizados.

 

O Campus Bambuí, atualmente, oferece os seguintes cursos:

 

Nível Técnico:

Administração

Agropecuária

Açúcar e Álcool

Informática

Mecânica com ênfase em manutenção agrícola

Mecânica com ênfase em manutenção automotiva

Meio Ambiente

 

Nível de Graduação:

Bacharelado em Administração

Bacharelado em Agronomia

Bacharelado em Engenharia de Alimentos

Bacharelado em Engenharia da Computação

Bacharelado em Engenharia de Produção

Bacharelado em Zootecnia

Licenciatura em Ciências Biológicas

Licenciatura em Física

Tecnologia em Alimentos

Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

 

Pós-Graduação (Lato Sensu)

Controle de Qualidade na Indústria de Alimentos

Educação Ambiental

Educação de Jovens e Adultos (PROEJA)

Finanças Empresariais

Pós-Graduação (Stricto Sensu):

Sustentabilidade e Tecnologia. Ambiental

 

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